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Pergunta Quebra-Gelo:

  1. No dia a dia, usamos maneiras diferentes para alcançar determinados resultados. Como isso pode nos ajudar a entender os diferentes tipos de oração apresentados na lição?

  2. De que maneira entender os diferentes tipos de oração pode fortalecer sua intimidade com Deus e sua vida espiritual? Pense na sua vida e relações com seus irmãos, familiares ou amigos.

“Oh Tu que escutas as orações, a Ti virão todos os homens, pois a oração dos retos é o teu contentamento.”
(Sl 65: 2; Pv 15:8b)

Deus é uma pessoa e só há intimidade com qualquer pessoa quando há relacionamento intencional, verdadeiro e constante. A oração nada mais é que uma comunicação íntima entre duas pessoas que se amam. Enquanto alguém não se posiciona com sinceridade no íntimo, não pode agradar a Deus (Sl 51.:6), mas quem se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito, se torna uma só pessoa com Ele (I Co 6:17). 

A Bíblia é a Constituição do Reino Eterno e quando oramos a Palavra já focamos no resultado que Deus quer e tem para nós, de modo que a Palavra de Deus é a trilha adequada para a reposta.  

(Quem ora a Palavra, ora a resposta)

Até para conhecer a Jesus e fazer parte do Seu Reino é preciso orar (Rm 10:13). Oração é a semente da presença e resposta de Deus, mas cada semente produz um mantimento conforme sua espécie (Gn 1:11, 12, 21, 24, 29). 

Podemos orar tendo Deus como centro da oração (ações de graça, louvor e adoração), nós mesmos como centro (petição/súplica, consagração/dedicação e entrega) ou os outros como centro (intercessão). O Salmo 100:1,2 e 4 e o Salmo 95:1 a 3 apresentam esses três tipos em progressão. 

– Ações de graça: Expressam gratidão a Deus pelas bênçãos que tem derramado sobre nós. 

– Louvor: Se concentra nos poderosos feitos de Deus, Sua criação, Sua obra e maravilhas. 

Adoração: Exalta a Deus pelo que Ele é, Seus atributos. É o nosso amor correspondendo ao amor de Deus. Nosso espírito recriado torna-se santuário, lugar de habitação de Deus, permitindo-nos contemplá-lo e exaltá-lo em espírito e em verdade. 

– Petição/súplica: Visa satisfazer, em fé, necessidade pessoal, com base em uma promessa de Deus (Mc 11:24, Fp 4:6). 

– Consagração/dedicação: Atitude de rendição, busca e submissão, com o propósito de obediência quando a direção vier. 

– Entrega: Transferência à Deus de um cuidado, fardo ou inquietação da alma com vistas ao descanso nEle. 

– Intercessão: Colocar-se, como um sacerdote, no lugar de outro e pleitear sua causa como se fosse própria. Jesus é o exemplo sacerdotal. Em João 17 Ele orou por si (v.5) e pelo gozo (v.13), proteção (v.15), santificação (v.17), resultados no trabalho (v.20) e unidade (v.9,11 e 21) dos discípulos, mas também pela participação destes em Sua glória (v.24).  

A oração pode ser privada (Mt 6:6), de concordância (Mt 18:19,20) ou coletiva (At 4:24). 

Nossas armas na oração são a autoridade do nome de Jesus (Jo 14:13,14 e Mt 16:17), do Seu sangue (Ap 12;11), da Sua Palavra, que é a espada do Espírito (Ef 6:17) e a autoridade que Jesus delegou a nós, para ligarmos e desligarmos na Terra o que Ele liga e desliga no céu (Jo 20:21 e Mt 18:18). 

Lembre-se: “Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?” Números 23:19. 

Deus deu uma medida de fé a cada um (Rm 12:3), mas Jesus disse: “Tudo é possível ao que crê” Mc. 9:23 

Para refletir:  O que você tem feito com a medida de fé que Deus lhe deu? Sua oração tem trazido contentamento a Deus? Quem ora por você?  Por quem você ora? Em que proporção você tem exercido empatia e se colocado como sacerdote em sua geração, por sua família, amigos, líderes, cidade e nação?  

Fonte: Tipos de Oração, Valnice Milhomens Coelho, SP: Palavra da Fé Produções, 1993, 154 p.

Leitura Bíblica da semana: Lucas Capítulo 15 ao 21