PERGUNTA QUEBRA GELO
A vida é complicada ou simples?
Eu responderia: A vida é complexa, mas Deus a fez simples. Complicado é o que nós fizemos dela.” A vida é simples no plano de Deus, mas complexa e complicada no plano humano.
A essência divina → simplicidade.
A realidade humana → complexidade.
O desvio humano → complicação (fruto do pecado, da cultura, das estruturas).
“Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz” 1 Coríntios 14:33
A vida, no projeto divino, tem uma ordem simples, entretanto, nós a distorcemos. Vamos estudar alguns elementos bíblicos que nos mostram a ordem simples da vida, no Propósito Eterno de Deus.
“Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus”. Colossenses 1.15-20
Este trecho da carta de Paulo aos colossenses se refere ao nosso Senhor Jesus. Ele é a imagem do Deus invisível. E, como vemos na parte em destaque no versículo acima, foi do agrado de Deus que, nele habitasse toda a plenitude. Por todo o universo vemos uma marca sensível do criador, em quem “tudo subsiste”, ou seja, ele conduz tudo como planejado, até que faça “convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra”(Efésios 1.9-10). E quando “todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (1 Coríntios 15.28).
Se pudéssemos resumir em poucas palavras a essência do Propósito Eterno de Deus, poderíamos usar a afirmação feita por Paulo aos colossenses (transcrita acima) e repetida aos irmãos em Roma.
“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Romanos 11.36
Logo, as dúvidas existenciais do homem que se pergunta de onde veio, para onde vai e por que existe, só podem ser compreendidas se considerarmos que o homem, bem como todo o universo, existe para refletir a glória do Senhor. E como Deus é amor, a sua glória não é excludente. Pelo contrário: ela nos inclui e nos une a ele. Assim, todo o trabalho de Deus, mesmo após o homem haver pecado, é no sentido de nos unir a Deus, como filhos do Pai eterno, como a habitação do Espírito Santo, como corpo de Cristo e sua noiva gloriosa.
A obra de Cristo na cruz, ainda que tremenda e grandiosa, não representa o Propósito Eterno de Deus, mas sim o meio pelo qual fomos perdoados, justificados e salvos da condenação do pecado que nos mantinha separados do Deus santo. Fomos incluídos na morte e na ressurreição do Senhor para que, novamente unidos a Ele, o Propósito Eterno pudesse ser alcançado. Por essa razão Paulo afirma com tanta convicção que
“nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Romanos 8.38-39
Na verdade, como seres limitados que somos, nunca compreenderemos totalmente o Propósito de Deus até que o vejamos cumprido. Mas podemos buscar na Palavra e pedir revelação do Espírito Santo para termos uma noção deste mistério, podendo assim ordenar nossa vida segundo o plano de Deus, que vem sendo revelado aos homens de forma crescente ao longo dos séculos.
O propósito eterno de Deus é: “Uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus!”
Byung-Chul Han é um dos mais influentes filósofos contemporâneos, conhecido por sua análise crítica da sociedade digital, do hiperconsumo e da cultura do desempenho. Nascido em Seul, Coreia do Sul, em 1959, radicou-se em Freiburg, Alemanha, onde estudou teologia, junto com Filosofia e Literatura Alemã e se tornou professor na Universidade de Artes de Berlim.
Livros como Sociedade do Cansaço e O Desaparecimento dos Rituais se tornaram referências mundiais, especialmente entre aqueles que buscam compreender os dilemas existenciais e sociais da era digital.
Han critica a hipercomplexidade do mundo contemporâneo. No livro A Sociedade do Cansaço, ele mostra que o excesso de desempenho e estímulos cria complicações artificiais que adoecem a alma.
Para ele, a vida em si não é simples nem complicada em essência, mas é tornada opaca por excesso de informação, controle e produtividade. Sua crítica se alinha ao que estamos vendo: complicação é resultado do modo como organizamos (ou desorganizamos) a existência.
Na simplicidade do Reino de Deus, no propósito do Criador enquanto vivemos a vida terrena, precisamos estudar sobre:
A PORTA – Iniciando a vida cristã: proclamação do evangelho do Reino; fé em Jesus Cristo, arrependimento, batismo nas águas e batismo no Espírito Santo como capacitação para a nova vida.
O CAMINHO – Formação e fidelidade: “todo o conselho de Deus” vivenciado no cotidiano, com ênfase em crescimento, caráter de Cristo e prática comunitária (não é apenas teórico).
O ALVO – Propósito eterno: Deus deseja muitos filhos semelhantes a Jesus; a maturidade do discípulo aponta para a imagem do Filho.
Leitura Bíblica da semana:
Mateus Capítulo 1 ao 7
Parte desse texto foi extraído do e-book FUNDAMENTAÇÃO, da Igreja em Porto Alegre. Disponível em https://www.igrejaemportoalegre.com.br/pdfs/e-book_fundamentacao.pdf

