PERGUNTA QUEBRA GELO
Deus pode tudo? O que Ele não pode?
Deus é Onipotente. A Bíblia ensina que Ele é absolutamente poderoso:
“Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser impedido.” — Jó 42:2
“Porque para Deus nada será impossível.” — Lucas 1:37
Onipotência significa que Deus tem poder para realizar tudo quanto deseja, desde que seja compatível com Sua natureza santa e perfeita.
a) Deus não pode mentir
b) Deus não pode negar a Si mesmo
c) Deus não pode agir contra Sua santidade
d) Deus não pode ser tentado pelo mal
Deus pode tudo o que é logicamente possível e moralmente coerente com Seu ser.
Por exemplo:
- Ele não pode criar um “quadrado redondo”, porque isso é uma contradição lógica.
- Ele não pode mentir, porque isso seria contrariar Sua natureza verdadeira.
A onipotência divina não é poder arbitrário — é poder em perfeita harmonia com Sua sabedoria, amor e justiça. Deus pode tudo — mas nunca fará o que violaria quem Ele é.
O “não poder” de Deus é, na verdade, a expressão máxima de Sua perfeição moral e fidelidade eterna.
Complete a frase: “Deus é tão poderoso que pode _________, mas nunca fará _________.”
COMO DEUS VAI ALCANÇAR O SEU PROPÓSITO?
Quando falamos que o Propósito Eterno é que Deus seja tudo em todos, e que estejamos para sempre unidos a ele, precisamos entender como ele revela esse propósito aos homens e como ele vai alcançar seu objetivo. Família, Casa e Corpo!
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- POR MEIO DA FAMÍLIA
Se olharmos para Gênesis 1.26 e 28 vemos claramente Deus falando do seu propósito e de como ele evoluiria: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (…). E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a”.
A família revela uma importante característica da Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um. Três pessoas, um Deus. Um mistério que só vamos compreender plenamente quando estivermos no céu. Mas todos os homens podem entender um pouco o que isto significa quando olham para sua família.
É bem verdade que o pecado causou – e ainda causa – muitas distorções nas famílias que vieram depois de Adão e Eva. Mas de acordo com o plano original de Deus, “família” expressa a unidade que existe entre as pessoas da trindade. Eles se amam, dependem um do outro e honram um ao outro em um nível de comunhão e unidade que só podemos ver nessa família divina.
Mais adiante, quando falarmos da igreja, veremos que a unidade própria da Trindade se reflete tanto nas famílias terrenas, quanto na “família de Deus” formada por todos os que “receberam o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.12-13).
Ao discorrer sobre essa unidade Paulo, falando aos efésios, aponta novamente para o Senhor Jesus como o centro de tudo, pois é dele que “toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra” (Efésios 3.15).
Olhando pelo prisma da “unidade” podemos afastar de nossa mente qualquer ideia de cumprimento do Propósito de Deus de forma isolada. Melhor do que dizer que “Deus tem um propósito para minha vida” é dizer que “Ele tem um lugar para mim dentro de Seu Propósito Eterno”, junto com tantos outros, o que nos dá ideia de mais um elemento a ser considerado: a quantidade.
QUANTIDADE
Deus queria que a Terra fosse habitada com os filhos de Adão e Eva, os filhos de seus filhos e assim por diante. Logo, podemos dizer que o Propósito de Deus começa a se descortinar para a humanidade sob a forma de uma família, de uma grande e gloriosa família! A mesma coisa Deus disse a Abraão, indicando o grande número de descendentes que ele teria (Gênesis 17.2).
QUALIDADE
Além de ser uma família numerosa, vemos que o desejo de Deus para o homem é que toda a raça tivesse a “imagem e semelhança” do Filho unigênito, “porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8.29).
FINALIDADE
No texto de Romanos 11.36, depois de dizer que tudo é dele e para ele, Paulo acrescenta uma expressão que tem grande significado: “A ele, pois, a glória eternamente”. Assim, quando falamos em tudo o que Deus providenciou para atingir o seu Propósito Eterno não podemos perder a finalidade de tudo: a sua glória. Isto elimina qualquer desejo ou pensamento humanista, ou seja, desejo centralizado no homem.
A glória que Deus já possuía antes de existir este mundo, e que vai continuar existindo pela eternidade, nos inclui desde o tempo presente – e para sempre – por causa do Espírito Santo que habita em nós para manifestar a vida de Cristo.
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- POR MEIO DA CASA
Casa é lugar de habitação e comunhão. A livre comunicação de Deus com o homem no Éden, demonstra a intenção do Criador em ter comunhão com as suas criaturas. O desejo de estar entre eles, no meio deles e no seu interior (habitar no espírito do homem).
O pecado fez separação entre Deus e o homem que escolheu viver independente. Todavia, ao descortinar o Propósito Eterno ao longo dos séculos, vemos como Deus dá um passo além nessa revelação quando tira o povo de Israel do Egito, pelas mãos de Moisés, e ordena que eles construam um santuário (Tabernáculo), com um objetivo simples:
“E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles”. Êxodo 25.8
João 17.5 | Apocalipse 7.12 | João 16.14 | Romanos 16.27 | Efésios 1.12
Logo adiante veremos como a igreja é, de fato, esse lugar de habitação, mas não podemos deixar de apontar para o que Paulo diz aos efésios, demonstrando o que vimos até agora, ou seja a família e o templo:
“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito”. Efésios 2.19-22
3. POR MEIO DO CORPO
Quando o Verbo Eterno, nosso Senhor, abriu mão de sua glória para se tornar homem como nós, todos puderam ver e ouvir tudo aquilo que, até então, eram apenas sombras e profecias anunciadas na Lei e pelos profetas.
O Deus invisível agora podia ser visto e ouvido pelos homens que com ele podiam se comunicar livremente. As mãos que criaram o universo agora tocavam pessoas doentes, pecadores e crianças, trazendo a bênção dos céus a uma geração perdida e sem esperança. O Deus Eterno agora tinha um corpo humano que, pleno do Espírito Santo e poder, andou por toda parte fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele (Atos 10.38).
Sem a presença de Jesus entre os homens o máximo da revelação de Deus acerca de sua caminhada com a humanidade era o santuário (o Tabernáculo e o Templo). Com a presença dele o que era figura de habitação de Deus entre os homens, tornou-se realidade. Não mais um templo de pedras, mas um templo vivo que falava e fazia tudo o que o Pai lhe ordenava. Um homem cuja morada era a casa do Pai e em quem o Pai tinha prazer de habitar. Assim Jesus disse a seus discípulos: “Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras” (João 14.11).
Com a sua morte, ressurreição e retorno para junto do Pai, tudo o que ele foi e fez continuaria a ser feito pela igreja. Por isso a igreja é chamada de “Corpo de Cristo”. Ele é a cabeça, nós somos os membros ligados uns aos outros, e todos ligados ao cabeça, funcionando pelo poder do Espírito Santo da mesma forma como Jesus fez enquanto esteve em Israel.
O pecado, desde o Éden, estragou tudo na nossa vida terrena. Porém, Deus não foi pego de surpresa. Ele já havia, de antemão, preparado um plano perfeito. Seu plano envolvia a morte de Jesus Cristo na cruz do Calvário, a fim de pagar por nossos pecados e nos resgatar. A fim de nos proporcionar:
A PORTA – Iniciando a vida cristã: proclamação do evangelho do Reino; fé em Jesus Cristo, arrependimento, batismo nas águas e batismo no Espírito Santo como capacitação para a nova vida.
O CAMINHO – Formação e fidelidade: “todo o conselho de Deus” vivenciado no cotidiano, com ênfase em crescimento, caráter de Cristo e prática comunitária (não é apenas teórico).
O ALVO – Propósito eterno: Deus deseja muitos filhos semelhantes a Jesus; a maturidade do discípulo aponta para a imagem do Filho.
Leitura Bíblica da semana: Mateus Capítulo 8 ao 14
Parte desse texto foi extraído do e-book FUNDAMENTAÇÃO, da Igreja em Porto Alegre. Disponível em https://www.igrejaemportoalegre.com.br/pdfs/e-book_fundamentacao.pdf

